Sugestão de Estratégia - ERP de Previdência

Análise de Benchmarking e Recomendação para a Ceres Previdência

O Ponto de Inflexão da Ceres

Nossa operação atingiu um ponto crítico. O sistema atual freia nossa capacidade de inovar e competir. A mudança não é uma opção, é uma necessidade estratégica.

Solução Fragmentada

Sistemas que não se comunicam, gerando retrabalho e dados inconsistentes que minam a confiança nas decisões.

Dependência Total

Estamos reféns de um único fornecedor para qualquer ajuste, resultando em altos custos e longos prazos de espera.

Falta de Autogestão

Nossa equipe não tem autonomia para configurar regras de negócio, o que nos impede de responder rapidamente ao mercado.

Barreira à Inovação

O lançamento de novos produtos, vital para nosso crescimento, é diretamente ameaçado pela morosidade do sistema atual.

Análise Comparativa: Aprendendo com o Mercado

Para definir nosso caminho, analisamos três fundações com diferentes portes e estratégias. Os dados revelam as disparidades de escala e a importância de escolher um modelo compatível com nossa realidade.

Comparativo de Patrimônio (R$ Bilhões)

A escala da Funcef demonstra a inviabilidade de replicar seu modelo de desenvolvimento interno. Nosso foco deve ser em pares mais próximos como Real Grandeza.

Estrutura de Equipes (Nº de Pessoas)

Este gráfico é crucial: a equipe de TI da Ceres é muito similar à da Real Grandeza, tornando seu modelo de contratação com consultoria externa highly relevante para nós.

Obs: o time da Valia é composto por 15 TI + 11 Planejamento PMO

Planos de Benefício Administrados

A Ceres se destaca pela complexidade, gerenciando mais planos que as outras entidades. Isso exige um sistema flexível para acomodar diversas regras de negócio.

Patrocinadoras por Entidade

O grande número de patrocinadoras da Valia pode indicar um sistema ERP robusto na gestão de contratos e particularidades, enquanto a Ceres também gerencia uma complexidade notável.

Três Fundações, Três Estratégias

Cada fundação adotou um caminho distinto, com lições valiosas sobre governança, riscos e fatores de sucesso. A análise detalhada de seus modelos ilumina a decisão que devemos tomar.

FUNCEF (O Gigante)

"Construir em casa"

Modelo: Desenvolver o core internamente e comprar soluções para a periferia. Apoiado por consultoria de ponta (PwC) e forte patrocínio presidencial.

Para a Ceres: Inviável.

Exige uma escala de investimento e uma equipe de TI massiva que estão fora da nossa realidade.

REAL GRANDEZA (O Cauteloso)

"Comprar com ajuda externa"

Modelo: Contratar consultoria independente (EWalx) para garantir isenção e transparência na seleção de um ERP de mercado. A implementação ficou a cargo da TI interna.

Para a Ceres: Altamente Relevante.

O modelo de seleção protege a equipe enxuta e garante um processo auditável, mitigando riscos.

VALIA (O Estruturado)

"Comprar com a própria expertise"

Modelo: Processo conduzido 100% internamente por uma estrutura madura de PMO e especialistas de negócio (POs) dedicados ao projeto.

Para a Ceres: Inaplicável Agora.

Não temos a maturidade organizacional nem os recursos dedicados para replicar este modelo com segurança.

Qual Caminho Seguir?

Analisamos três opções estratégicas para o futuro do nosso ERP. A decisão impactará nossa agilidade, custo e capacidade de inovação nos próximos anos.

Opção 1: Manter a Serel

Insistir em parceria com a empresa atual.

Pontos Positivos:

  • Menor esforço para evolução (planos já rodando).
  • Pequenos ajustes na Área do Cliente atual.

Pontos Negativos:

  • Falta de mão de obra para curto prazo.
  • Sistema desfragmentado (Delphi / .Net).
  • Complexidade de manutenção.
  • Nenhuma solução web definitiva foi apresentada.

Opção 2: Trocar a Serel

Substituição radical da solução de ERP.

Pontos Positivos:

  • Centralizar módulos em versão web unificada.
  • Simplificação da gestão e manutenção.

Pontos Negativos:

  • Longo tempo de migração e implantação total.
  • Curva de maturidade no novo sistema.
  • "Virar a chave" inviabiliza agilidade no novo plano.
  • Revisão total de conectores, relatórios e BI.

Opção 3: Híbrido (Serel + Novo)

Manter legados (Serel) e lançar o novo plano (B2C/B2B) com um novo ERP.

Pontos Positivos:

  • Agilidade total na implantação do novo plano.
  • Possibilidade de migrar os planos antigos por etapas.
  • Evita o "Big Bang" da migração total.

Pontos Negativos:

  • Necessidade de integração entre o novo ERP e a plataforma de serviços atual.

O Caminho Recomendado para a Ceres

Propomos uma abordagem híbrida e fásica que mitiga riscos, otimiza nossos recursos e garante o alinhamento com os objetivos de negócio, combinando a segurança da expertise externa com o fortalecimento da nossa gestão interna.

Fase 1: Seleção Estratégica

  • Contratar Consultoria Independente: Para garantir isenção, mapear processos e elaborar a RFP.
  • Formar Time Multidisciplinar: Para validar requisitos e garantir a aderência da solução ao negócio.
  • Conduzir Provas de Conceito (PoC): Para testar as soluções finalistas com cenários realistas.

Fase 2: Implementação Fortalecida

  • Gestão da Consultoria Independente: Garantindo o controle e o alinhamento com os objetivos da Ceres.
  • Alocar Especialistas de Negócio (POs): Para acompanhar o desenvolvimento e validar as entregas.
  • Implementar por etapas: (Cadastro, Arrecadação, Benefício, Concessão e Institutos).

Plano de Ação: Próximos Passos

Para transformar esta estratégia em realidade, propomos um plano de ação claro com prazos definidos.

Aprovação da Diretoria

Validar o caminho estratégico proposto.

Prazo: 1 Semana

Mapeamento de Consultorias

Levantar e qualificar empresas com experiência no setor de previdência.

Prazo: 2 Semanas

Elaboração do Termo de Referência

Iniciar a redação do escopo para a contratação da consultoria.

Prazo: 3 Semanas

Formalização do Time Multidisciplinar

Definir e comunicar os membros do time multidisciplinar do projeto.

Prazo: 3 Semanas